Bolhas na impressão 3D: o que pode ser?

Bolhas na impressão 3D: o que pode ser?

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Fonte: Creality

Bolhas na impressão 3D são falhas que normalmente indicam problemas, entre os mais comuns estão na umidade no material, na extrusão do filamento ou em configurações inadequadas de impressão. 

Além de comprometerem o acabamento visual da peça, essas imperfeições também podem reduzir a resistência mecânica, causar retrabalho e aumentar o desperdício de filamento.

Por isso, identificar a origem do problema é essencial para garantir impressões mais limpas, resistentes e profissionais.

A presença de pequenas saliências, furos, estalos durante a impressão ou superfícies ásperas é mais comum do que parece.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, as bolhas podem ser evitadas com algumas boas práticas e com o uso de materiais de qualidade.

O que são as bolhas na impressão 3D?

As bolhas na impressão 3D são pequenas imperfeições causadas pela presença de gases ou falhas no fluxo do material durante a extrusão. Elas podem aparecer como:

  • Pequenos furos na superfície da peça;
  • Saliências ou “caroços”;
  • Textura áspera;
  • Linhas inconsistentes;
  • Marcas aparentes na costura da peça.

Na prática, o filamento deixa de sair de maneira contínua e uniforme pelo bico da impressora. Isso faz com que pequenas bolsas de ar ou vapor se formem e estourem durante a deposição do material.

Além do prejuízo estético, essas falhas podem gerar pontos frágeis na peça, reduzindo sua durabilidade e resistência.

Principais causas das bolhas na impressão 3D

Entender a origem do problema é o primeiro passo para evitar desperdícios e melhorar a qualidade das impressões.

Umidade no filamento

A umidade é, sem dúvida, uma das causas mais comuns de bolhas na impressão 3D.

Os filamentos de impressão 3D são higroscópicos, ou seja, absorvem água do ambiente ao longo do tempo, mesmo quando aparentemente estão secos. Os materiais dos filamentos tem diferentes níveis de sensibilidade à umidade. Por exemplo, o TPU é bem mais sensível do que o PLA quando exposto a ambientes com alta umidade. Quando o material úmido passa pelo hotend aquecido, a água evapora rapidamente e se transforma em vapor.

Esse vapor ocupa muito mais espaço do que a água líquida, formando pequenas bolhas dentro do material derretido. Os principais sinais de filamento úmido incluem:

  • Sons de estalo ou chiado;
  • Superfície irregular;
  • Pequenos furos;
  • Impressão opaca em materiais transparentes;
  • Camadas inconsistentes.

Materiais como PETG, Nylon e TPU costumam absorver ainda mais umidade, mas até mesmo o PLA pode apresentar esse problema quando armazenado incorretamente.

Para evitar problemas de umidade, o armazenamento adequado dos filamentos é fundamental. 

O ideal é manter os materiais em locais secos, protegidos do contato com o ar e longe da umidade ambiente. Uma prática bastante recomendada é utilizar sacos herméticos ou caixas vedadas com sílica gel, que ajudam a absorver a umidade acumulada. 

Em materiais mais sensíveis, o uso de secadoras dedicadas também pode ser uma excelente solução para preservar a qualidade do filamento e garantir impressões mais estáveis, sem bolhas, estalos ou falhas na extrusão. 

Temos um artigo que aborda sobre o armazenamento correto de filamentos 3D para evitar a umidade, confira! 

Temperatura de extrusão muito alta

Outro fator importante é a temperatura excessiva do bico.

Quando o filamento é aquecido além da faixa recomendada, o material pode começar a sofrer degradação térmica, liberando gases e causando falhas semelhantes às provocadas pela umidade.

Além disso, temperaturas muito elevadas intensificam ainda mais o efeito da água presente no filamento, aumentando a formação de bolhas.

Vale destacar que isso normalmente acontece em temperaturas bem acima do ideal para o material. 

Por isso, sempre consulte as recomendações do fabricante e faça testes graduais até encontrar o melhor equilíbrio entre adesão e acabamento.

Uma das formas mais eficientes de fazer isso é utilizando a chamada “torre de temperatura”, um modelo de teste impresso com diferentes temperaturas ao longo da peça. Esse processo permite analisar visualmente fatores como acabamento, adesão entre camadas, presença de bolhas, fios e resistência mecânica. 

Assim, fica muito mais fácil encontrar o equilíbrio ideal entre qualidade de impressão, estabilidade na extrusão e acabamento superficial. 

Confira aqui o passo a passo para realização do teste da torre de temperatura!

Retração

A retração é um recurso importante para evitar fios e vazamentos durante a impressão e cada tipo de material tem um valor de retração ideal. Porém, quando configurada de forma exagerada, ela pode causar subextrusão momentânea e criar pequenas falhas no fluxo do material.

Isso pode gerar micro espaços de ar na extrusão, formando marcas parecidas com bolhas ou pequenos buracos na peça.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Pequenos vazios nas camadas;
  • Falhas próximas à costura;
  • Superfície irregular;
  • Pontos de subextrusão.

Para evitar falhas de subextrusão e irregularidades é importante ajustar cuidadosamente as configurações iniciais da impressão. 

Reduzir levemente o fluxo da primeira camada pode ajudar quando há excesso de material sendo depositado. 

Além disso, o ajuste correto do Z-offset (a distância entre o bico e a mesa na primeira camada) é essencial para evitar que o bico fique pressionando demais o material contra a mesa, o que prejudica a saída uniforme do filamento. 

Outra recomendação importante é diminuir a velocidade da primeira camada, permitindo uma extrusão mais estável, controlada e homogênea. O objetivo é garantir um fluxo contínuo e suave do material, evitando pressão excessiva no hotend e garantindo uma boa adesão da peça na mesa de impressão, o que diminui as chances de falhas visuais no restante da peça. 

Costura da peça mal configurada

A chamada “costura” da peça é o ponto onde cada camada começa e termina durante a impressão.

Dependendo da configuração do fatiador, essa região pode concentrar pequenas saliências ou imperfeições visuais, especialmente em peças cilíndricas ou com acabamento mais detalhado.

Quando a pressão interna do bico não está bem calibrada, o início e o fim da extrusão podem formar pequenos excessos de material que lembram bolhas.

Por isso, vale ajustar configurações como:

  • Posição da costura;
  • Wipe (o movimento que o bico faz pra se “limpar” ao mudar de posição para continuar a impressão na peça);
  • Z-Hop (a altura que o bico se desloca no eixo Z nas mudanças de camada);
  • Pressure advance (é o ajuste da pressão interna no bico feito de forma dinâmica, ou seja, durante a extrusão em cantos e início de linhas retas);
  • Taxa de Fluxo (a quantidade de material por segundo expelido pelo bico).

Entupimentos parciais e sujeira no bico

Resíduos carbonizados, poeira ou pequenas obstruções no bico também podem prejudicar o fluxo contínuo do filamento.

Mesmo quando o entupimento não é completo, a passagem irregular do material pode gerar falhas, pressão excessiva e pequenas explosões de ar durante a extrusão.

A limpeza do bico é essencial para manter uma extrusão estável.

Uma opção interessante é a técnica do cold pull, utilizada como manutenção preventiva para remover resíduos internos do hotend. Ela é especialmente recomendada após trocas de materiais com propriedades diferentes, como PLA, PETG, TPU ou filamentos com carga.

Também é muito útil após impressões longas em altas temperaturas, situação em que resíduos carbonizados podem se acumular no interior do nozzle.

Essa limpeza ajuda a manter o fluxo uniforme e reduz significativamente as falhas de extrusão e formação de bolhas.

O que fazer se as bolhas já apareceram?

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Fonte: Creality

Se a peça já apresentou falhas, ainda existem algumas possibilidades de correção.

Dependendo do caso, é possível realizar:

  • Lixamento;
  • Pintura;
  • Aplicação de primer;
  • Acabamento superficial;
  • Reimpressão com novos ajustes.

Veja nossas dicas de como fazer acabamentos em peças 3D!

No entanto, é importante destacar que esses procedimentos normalmente melhoram principalmente a aparência visual da peça, mas nem sempre recuperam totalmente sua resistência mecânica. 

Por isso, a avaliação deve ser criteriosa e levar em consideração a aplicação final do componente. 

Em peças decorativas, pequenas imperfeições podem não representar um grande problema, mas em itens estruturais, funcionais ou sujeitos a esforço mecânico, o ideal é corrigir a causa da falha e realizar uma nova impressão para garantir segurança, durabilidade e desempenho adequado.

Prefira os filamentos da National 3D

Filamentos de baixa qualidade podem apresentar variações de diâmetro, excesso de umidade e impurezas microscópicas que comprometem completamente a estabilidade da impressão.

Já materiais produzidos com controle rigoroso oferecem:

  • Extrusão mais uniforme;
  • Menor risco de bolhas;
  • Melhor acabamento;
  • Maior resistência;
  • Mais previsibilidade nos resultados.

A National 3D se destaca justamente por investir em controle de qualidade, estabilidade dimensional e processos produtivos avançados, garantindo filamentos mais confiáveis para impressões consistentes e profissionais.

Como fabricante nacional, desenvolve materiais com tecnologia comparável às melhores marcas globais, oferecendo ampla variedade de cores e excelente desempenho técnico.

Se você busca impressões mais limpas, resistentes e com menos falhas, contar com filamentos de qualidade é um dos passos mais importantes. 

A National 3D oferece materiais desenvolvidos para proporcionar estabilidade, excelente acabamento e muito mais confiança durante todo o processo de impressão 3D!

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